Chef Heaven Delhaye

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Por Janaina Moro
Foto Alle Vidal

“O chef tem que ser um eterno curioso e ser focado ao ponto da obsessão para conseguir crescer”

O talento da chef Heaven Delhaye em combinar a culinária franco-luso-brasileira, a levou a patamares altos dentro do ramo da gastronomia, o último dos seus projetos bem sucedidos, foi estar entre o seleto time de finalistas do MasterChef Profissionais (Band). E não é para menos, filha da chef francesa Marie Jeanne Juliette e do enólogo português Alexandre Mendes, a carioca cresceu em meio aos temperos do bistrô de sua família, o que despertou o amor pela gastronomia. Desde os nove anos de idade ajudava na cozinha e, aos 18 anos já estava viajando pelo mundo e estagiando em renomados restaurantes. Confira a entrevista:

Expressão: Recentemente participou do programa da terceira temporada do “MasterChef Brasil Profissionais”. Como foi a experiência de ser escolhida entre os seletos chefs para participar do reality?
Heaven Delhaye: Foi maravilhoso, foram muitos inscritos, não lembro o número exato, mas foi em torno de seis mil, então conseguir entrar, foi muito gratificante, até como uma afirmação de chef, porque é um programa conhecido mundialmente. Quando vi que tinha 24 chefs e que apenas 14 iriam ficar, começou a me baixar o nervoso, consegui passar dos 14 e a partir daí, pensei “vou fazer o meu melhor e ver o quão longe consigo ir”. Consegui ficar em 3º lugar e foi bem mais do que eu imaginava, não entrei pensando “eu vou ganhar”, entrei pensando: “vou fazer o meu melhor, quero aprender, estar do lado desses chefs maravilhosos, passar essa experiência, ver e testar os limites”, então foi maravilhoso.

Exp.: Ganhou repercussão nacional ao comandar o programa Heaven´s Kitchen, Sabores do Paraíso, na Record News, que combinava a culinária franco-luso-brasileira, gosta desse tipo de combinação?
H.D.: Sim, eu gosto muito da combinação da culinária brasileira e francesa, até porque é minha essência. Minha mãe é chef de cozinha francesa, então desde pequena é algo que faz parte da minha vida. Aliás, no meu restaurante, o “Chef Heaven”, fazemos bastante isso, é um bistrô francês, mas usamos muitos ingredientes brasileiros. Adoro fazer TV gastronômica, como repórter, culinarista, foi o início da minha carreira na TV.

Exp.: Então acredita que ser filha da chef francesa Marie Jeanne Juliette e do enólogo português Alexandre Mendes, contribuiu para o seu despertar pela gastronomia…
H.D.: Com certeza ser filha de Chef francesa e de enólogo português me ajudou muito, porque o assunto em casa sempre era sobre comida, tivemos nosso primeiro bistrô quando eu era criança, tinha nove anos de idade quando comecei a trabalhar. Claro que do jeito de criança, descascando batatas, lavando alfaces, fazendo o que fosse necessário, o papo de casa sempre era sobre comida, eu ia pra casa sempre pensando o que serviria no bistrô, querendo começar a criar, então realmente isso me focou muito, porque eu tive a sorte que muitas pessoas não tiveram, de nascer e crescer fazendo o que eu mais amo.

Exp.: Aos 18 anos decidiu partir para um tour gastronômico em países como Marrocos, França, Itália e Portugal, como foi isso? O que de mais importante aprendeu com outras culturas?
H.D.: Eu sempre falo que um chef tem que ser um eterno curioso e tem de ser focado ao ponto da obsessão para conseguir crescer, porque é muita coisa que precisamos aprender. O universo gastronômico evolui de maneira fenomenal, então gostar de viajar, ser muito curiosa, tudo isso me ajudou bastante. Você consegue conhecer um povo através da comida deles, então essas viagens ajudaram a aumentar meu repertório, a minha inteligência culinária. Em particular o Marrocos, por ser tão diferente das outras que eu já conhecia, o uso de especiarias, de frutas secas, o agridoce, uma história tão antiga realmente é muito interessante.

Chef_Heaven_Delhaye
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Exp.: Ser bonita te abriu portas? Ainda há “machismo” na profissão, ou não? Qual a sua opinião sobre o tema polêmico?
H.D.: Bem, eu não sei, eu acho que para a TV é algo que ajuda bastante ser bonito(a), em restaurante eu acho que é um pouco menos importante. Quando eu fui trabalhar em Lisboa no restaurante “Eleven”, tinha um “regrinha” na época, de um chef que tinha um restaurante na Espanha, de que não gostava de ter muita mulher na cozinha, por acreditar que mulher é um pouco mais fraca, mais chorona. Acontece que a cozinha profissional antigamente era de domínio masculino, especialmente com a revolução feminina, as mulheres quiseram fugir um pouco da cozinha, um pouco desse estigma, mas isso está mudando e aos poucos a mulher está vendo que trata-se de uma profissão bonita e por isso está reduzindo um pouquinho esse domínio masculino. Na Europa continua sendo bastante masculino, mas se você for olhar esses halls de gastronomia uma boa parte são de mulheres. É uma profissão maravilhosa que cada vez mais fica para os dois sexos.

Exp.: Atualmente está empenhada no lançamento do seu próprio portal gastronômico “Chef Heaven” que irá trazer entrevistas, pratos de renomados chefs e de participantes do programa, como surgiu a ideia do projeto?
H.D.: Eu gosto muito de fazer TV e YouTube, porque aprecio conversar com as pessoas, minhas duas paixões, uma é cozinhar e a outra é falar de comida, então unir as duas é perfeito. Às vezes as pessoas têm dúvidas que, para mim com 24 anos de experiência se tornaram óbvias e são justamente as dúvidas que as pessoas têm e eu posso esclarecer. Faremos um portal, com algumas receitas, geralmente focadas em receitas mais simples com a dúvida da maioria das pessoas e algumas coisas um pouquinho mais renomadas, mais elaboradas. Ser algo descontraído, despojado, divertido… É uma saudade minha, tenho me dedicado aos dois restaurantes no Rio de Janeiro, além do meu bistrô e, na inauguração, em fevereiro do segundo bistrô, isso fez eu ficar afastada dos programas, mas com esse portal poderei resgatar essa minha história.

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