A pressão alta atinge cerca de 30% da população brasileira e até 10% das mulheres grávidas. Durante a gestação, é realizada uma vigilância permanente nos níveis de pressão das pacientes, porque a hipertensão nesta fase, pode acarretar complicações tanto para mãe quanto para o bebê.

A doença hipertensiva específica da gestação, também chamada de pré-eclâmpsia, se não for diagnosticada e tratada precocemente, pode evoluir para eclampsia, com potenciais agravos importantes para a saúde da mulher e do feto, como convulsões, trabalho de parto prematuro e descolamento de placenta.

Por isso, a importância das consultas pré-natais e atenção aos sintomas como inchaço, dores de cabeça e alterações na visão, que podem estar relacionadas com a doença.
A boa notícia é que recentemente foi descoberta uma maneira de identificar as pacientes que possuem alto risco para desenvolver a pré-eclâmpsia e, melhor do que isso realizar a prevenção desta doença durante a gravidez!

Este cálculo de risco é realizado no momento do primeiro ultrassom morfológico por um programa de computador desenvolvido pela Fetal Medicine Foundation através de parâmetros ultrassonográficos, de dados da história familiar e da análise de uma proteína chamada PLGF. Para a Dra. Ana Lucia Beltrame, ginecologista e obstetra, isso muda a evolução das mulheres identificadas como sendo de alto risco de desenvolver pré eclampsia durante a gravidez, já que, uma vez identificadas, o uso de medicação preventiva, faz com que grande parte destas gestantes não desenvolvam a doença, melhorando o prognostico de sua saúde e de seus bebês.

Dra. Ana Lucia Beltrame

Dra. Ana Lucia Beltrame

Médica formada pela UNIFESP | Escola Paulista de Medicina | Mestre em ciências | Especialista em ginecologia e obstetrícia pela Faculdade de Medicina da USP. A profissional participa de congressos internacionais e é membro da ASRM (American Society for Reproductive Medicine) e da ESHRE (European Society of Human Reproduction and Embriology).