Priscila Fantin

encerra o ano com renovação e propósito

A finalização de um ano costuma despertar sentimentos de dever cumprido, esperança, renovação e propósito. Com Priscila Fantin, não é diferente. A atriz, reconhecida por sua trajetória sólida na TV brasileira, no teatro e, mais recentemente, no streaming, encara esse período como um momento de reorganização, renovação de energia e escolhas conscientes.

Nos últimos anos, ela tem se dedicado a projetos autorais, tanto no palco quanto no streaming, além das visitas sociais realizadas ao longo dos cinco anos da peça “Precisamos Falar de Amor Sem Dizer Eu Te Amo” e o trabalho de utilidade pública do projeto “Menos Pausa”, voltado à saúde da mulher, o que lhe trouxe uma nova maneira de trabalhar: mais livre, coerente e conectada com o que acredita.
Quando o tema é maternidade, a atriz descreve esse momento como um verdadeiro divisor de águas em sua vida pessoal e profissional. Ao longo dessa jornada, o apoio do atual marido, Bruno Lopes, foi essencial para que ela atravessasse esse processo de transformação com mais equilíbrio e segurança.

Chegar aos 40 anos trouxe para a atriz uma sensação intensa de liberdade e clareza. O tempo, para ela, se tornou mais valioso, e deve ser investido somente naquilo que traz bem-estar.

Nas redes sociais, a atriz celebra o contato direto que tem com os fãs e conta que, muitas vezes, recebe carinho nos momentos difíceis. Para 2026, Priscila Fantin antecipa um ano repleto de novas conquistas e muitas surpresas. E vem novidade por aí!

Expressão: O que você costuma fazer nessa época de final de ano? Tem algum hábito especial para finalizar esse ciclo? Faz algum tipo de reflexão ou promessa pessoal?
Priscila Fantin: Eu costumo fazer um mutirão em casa no final do ano para que tudo o que estiver parado e sem uso seja doado, ou eu dou uma nova utilidade para aquilo. Às vezes até mudamos os móveis de lugar, damos uma repaginada para a energia fluir e se renovar. Nada quebrado, nada parado, nada sem utilidade.

Exp.: Nos últimos anos, temos visto você brilhar em projetos autorais, tanto no teatro quanto no streaming, como a Netflix. Como tem sido essa fase de maior autonomia criativa na sua carreira? Que aprendizados ela tem te proporcionado?
P.F.: Eu não paro de criar, desde pequena. Está sendo um grande prazer usar essa energia como fonte de trabalho. Tudo flui, tudo faz sentido e me preenche.

Além disso, consigo direcionar os projetos de encontro a propósitos humanos, como as visitas sócias que fizemos nos cinco anos de “Precisamos Falar de Amor Sem Dizer Eu Te Amo” e o serviço de utilidade e saúde pública que o Menos Pausa faz.

Exp.: Com o avanço das plataformas de streaming, o público ganhou liberdade para escolher o que quer assistir e em que momento. Na sua opinião, essa flexibilidade pode realmente substituir o formato tradicional da TV aberta ou ainda há espaço para convivência entre os dois?
P.F.: Eu acredito que sempre haverá o espaço de cada formato, porque cada um traz uma linguagem específica, de forma que, a multiplataforma só traz benefícios para o público. Alguns formatos têm que se reinventar economicamente falando, mas isso faz parte de um mercado aquecido e também é positivo.

Exp.: As novelas também vêm se reinventando, com narrativas mais curtas, capítulos ágeis e histórias mais diretas. Como atriz que cresceu nesse universo, o que você pensa sobre essa transformação? Acha que o público está perdendo algo ou apenas se adaptando aos novos tempos?
P.F.: Desde a minha época já testavam obras mais curtas. As novelas das seis foram reduzidas ainda quando eu estava no ar, assim como havia mini e micro séries. Não acho que isso, especificamente, seja um reflexo dos novos hábitos do público. E acho que faz sentido para maior giro de produtos e elenco.

Exp.: A maternidade costuma transformar profundamente a vida de uma mulher. Como a chegada do seu filho mudou a sua visão de mundo, suas prioridades e até a sua forma de atuar?
P.F.: O que mudou foi a minha relação comigo mesma. Eu precisei me reconstruir, percorrer o caminho profundo do autoconhecimento (que não acaba nunca), me enxergar, me amar, me curar e me acolher, para que aí então eu pudesse ser mãe. Mas isso não aconteceu antes de eu ter filho, mas sim durante a maternidade.
E agradeço também ao Bruno por isso, porque foi ele quem me fez enxergar essa necessidade.

Filhos vêm para escancarar os ciclos e padrões que se repetem de geração em geração, de forma que, ao mudar isso, evoluímos.

Exp.: Após os 40 anos, muitas mulheres relatam uma fase de redescoberta, desafios e mais liberdade pessoal. Como você tem vivido esse momento? O que tem aprendido sobre si mesma nesse novo ciclo?
P.F.: O que eu sinto é uma liberdade gigantesca em se posicionar naquilo que garante meu bem-estar. Não há mais culpas, medos ou inseguranças. Já vivemos o suficiente para saber o que faz bem e o que faz mal. Já cuidamos de tudo e de todos. Nada mais justo que nos cuidarmos. O tempo passa a ser cada vez mais precioso. Devemos escolher investi-lo apenas no que nos faz bem.

Exp.: Você é vista como uma mulher forte, autêntica e dona de si. Você se considera empoderada? O que esse conceito de empoderamento feminino representa para você nos dias de hoje?
P.F.: Que bom saber disso! Eu agradeço! A autenticidade é valiosa para mim. Acho que as mulheres estão quebrando, ainda bem, a sociabilização do “apenas servir” sem questionar. Mas acho que todas precisamos entender que não é normal sentir dor.

Fomos acostumadas com lidar com o sofrimento, desde as cólicas menstruais e não, isso não é normal e nem deve ser aceito. Precisamos questionar, investigar e ter liberdade para nos cuidar.

Exp.: As redes sociais aproximam os artistas do público, mas também podem expor a julgamentos. Como você lida com esse canal de comunicação? Costuma interagir com os seus fãs? Já enfrentou alguma situação delicada com haters ou comentários inapropriados?
P.F.: Eu adoro esse contato e, em alguns momentos difíceis, o carinho do público me “abraça”. Os comentários ruins são sempre um reflexo do que a pessoa que escreve tem por dentro. Eu costumo responder delicadamente, propondo uma reflexão. E então me agradecem e pedem desculpas…

Exp.: Para este novo ano, o que podemos esperar de Priscila Fantin? Você pode compartilhar alguns projetos que estão por vir, tanto no teatro, na TV, no streaming ou até em outros formatos?
P.F.: Teremos o lançamento de “Shaolim do Sertão 2”, mais temporadas do “Menos Pausa” e também uma versão presencial que estamos criando. Talvez eu volte para o teatro com uma nova peça, “Momentos Tão Pequenos de Nós Dois”, novamente com o Bruno Lopes, como um segundo momento do casal que se conheceu na peça anterior (“Precisamos Falar de Amor Sem Dizer Eu Te Amo”).

Exp.: Deixe uma mensagem de Ano Novo para os nossos leitores.
P.F.: Desejo amor-próprio, contemplação pelo caminho e realizações pessoais.